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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quem sou eu?


Eu só sei que tudo que sei não passa de nada, porque na medida em que penso, descubro que tudo aquilo que eu sabia, não passava de um sonho, de uma coisa irreal, então acordo, e vejo que nada é real, então o que sou não importa quando acabaremos sempre nos mesmos lugares. Na medida em que acordo eu descubro que meu chão não passa de areia movediça, as paredes já não me prendem, pois é um imenso e infinito deserto, no qual o meu eu, ficou preso, e de lá, jamais sairá. Então se satisfaça com o que vê, pois é tudo o que ainda existe. Não me culpe por não saber muito, eu já fui sábio, mas com o tempo essa arte fugiu do meu controle, e assim fiquei eu, em um mundo criado por mim, e dominado por idéias que já nem sei se são o que são. Essa confusão vai fazendo com que cada vez mais eu fique sem saber se o nada pode se chamar de átomo, ou nem mesmo isso ele é, o nada muito deve ser, ele ocupa um grande lugar no universo, o universo que todos criamos com a expectativa de se esconder quando as coisas não saírem como queremos que saiam.
Fico aqui procurando palavras para finalizar esse pequeno desabafo, mas nunca encontro, porque minha mente está cheia de nada, e nada é muito confuso quando se deixou de ser aquele sábio que eu era. Essas coisas de voltar a ser normal sempre mexem comigo, mas não tenho tempo pra elas, preciso trabalhar no meu mundo, não posso ser solto, isso me traria muitos problemas, preciso ser preso, porque sendo preso volto a ver coisas concretas e não essa imensidão e esse infinito no qual está diante de mim. Preciso de um chão no qual possa afundar, porque essa areia já não me derruba. Com tudo isso, criei uma fortaleza, na qual devo me recarregar do sol que aqui reina, reina bem mais que a mim, que já deixei de ser o rei do meu mundo. Hoje quero ser apenas um prisioneiro, isso me faz pensar em como terminar. Isso me faz pensar que tudo que eu falei não passa de nada, e ler isso, te deixará mais confuso que estou eu, aqui, sentado, ou deitado, já não sei nem o nome da posição que estou agora. E eu sei o porquê, já contei a você o que é isso. Peço-lhe desculpa, mas preciso ir, preciso acordar.
Isso foi um sonho, no qual pela primeira vez, ousei viver, mas que fique claro, que foi a ultima também. Preciso dar um fim, porque isso acaba fazendo com que você se pergunte quem é afinal? E essa pergunta ao tentar ser respondida deu linhas, e linhas, de um grande sofrimento chamado Vida. Não busque saber quem é. Busque viver, busque amar, porque quando si ama, esqueces até mesmo, de viver, talvez seja isso o que eu precise, só preciso de férias, um drinque, e um novo, um belo e novo amor...

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